17.4.07

Tão lindinho....ou a vida de uma mãe babada!




13.4.07

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Finalmente

O diabo deste programinha tem estado em baixo, isso implicou que nem podia "postar" nem publicar as fotos do meu anjinho!
Nestas duas semanas sem aqui vir deixar algumas palavras a minha vida mudou tanto... sinto-me tão feliz e tão completa com o meu diogo ao colo que não há nada que possa vencer esta aura de felicidade.
O cansaço impera, o sono domina-me nos pouco tempos mortos, mas a nova rotina de muda fraldas, dar de mamar, veste despe, lava roupa é toda levada com um grande carinho e por isso alimenta a alma e regenera as forças que por vezes tendem em sumir...
É um sentimento de plenitude que se apodera de nós, que nos torna feras só de pensar no que pode acontecer de mal ao nosso menino, que nos faz fraquejar se ele não está bem por algum motivo.
Acima de tudo aquele pequeno ser é parte de mim, cresceu na minha barriga e veio ao mundo para me trazer alegria, depende de mim e domina todas as minhas vontades, porque agora, ele é a minha prioridade... e eu sorrio...
E neste ritmo já foram 12kg que eu vi abater na balança e, a improvável tarefa de caber na minha roupa já é possível sem quase esforço em encontrar uma peça que me sirva!

30.3.07

O meu príncipe!

No dia em que saimos da maternidade, 22 de Março de 2007...sim nem 24H depois já estavamos em casa!

8 dias e algumas horas depois...

Não deu tempo para avisar…

3ª Feira fomos ao médico, a criança dormia no seu aquário a 37ºC e nem com um chocolatinho se animou para o registo no CTG… apenas o toctoctoc do seu coração ficava registado uma vez que as contracções eram zero!
Desistindo do CTG passamos à sala da ECO para avaliar a quantidade de líquido amniótico… a confirmação chegava rapidamente: estávamos quase a seco e tínhamos de provocar… mas quando?
A resposta chegou que nem relâmpago: “Amanhã!”
O meu olhar cruzou o do Nuno em estado de choque… tínhamos ponderado as várias hipóteses para data de nascimento, mas “amanhã” nunca tinha sido posto em causa… Foi-nos explicado que a outra possibilidade seria 2ª Feira dia 26, porque o médico se iria ausentar para um congresso de 5ª a Domingo MAS que, 2ª feira poderia ser arriscado… Não havia dúvidas então!
“Amanhã”, 4ª feira, dia 21 de Março de 2007… bem… seria o primeiro dia da Primavera, pareceu-nos um bom dia para o Dioguito nascer!
Saídos do consultório do médico havia um sem número de coisas para tratar… assuntos inadiáveis e que estavam programados para os próximos 15 dias! Assim, entre ir tratar de aspectos burocráticos, organizativos, técnicos, práticos e estéticos, a tarde voou num instante e eram 2 da manhã quando chegamos à cama, com a sensação de que a gravidez estará prestes a terminar… sem dúvida para que algo deveras melhor viesse em sua substituição!
O pensamento de que a barriguita ia desaparecer assustou-me… durante 8 meses e meio o bebé foi só meu, estava dependente apenas de mim e, àquela altura da madrugada o facto de todos o poderem ver e sentir fez-me sentir angustiada, não tivera tempo para me despedir…
Tinha de estar no HCVP às 9h30, hora crítica para chegar de Carcavelos a Benfica e por isso combinamos partir tão cedo quanto nos permitisse estar lá sem passar horas no trânsito, mesmo que isso implicasse a ficar cerca de 1 hora a fazer tempo num café ou outro local… Combinamos partir pelas 7h45…
Só que a ansiedade era maior que o sono e às 5h30 já ninguém me dizia que era hora de dormir, às 6 estava estacionada entre os lençóis e 20 mins depois resolvi levantar-me e fazer o último pequeno-almoço a dois… um cafezinho e ovos mexidos com fiambre. 6h45 chamei o Nuno para comermos o saboroso manjar sob o olhar atento dos peixinhos.
Tinha a obrigação de tomar o Cytotec (comprimido para induzir as contracções) às 8h, ou seja, no meio do trânsito da A5… e se o efeito fosse rápido e os carros não saíssem da frente?!!?? Acordámos que tomaria o comprimido ao entrar na 2ª Circular, por segurança para uma eventual crise contractiva (e o meducho), e assim foi… 8h15 abri o blister e dei inicio à indução do parto.
10 mins mais tarde estávamos a estacionar ao portão do hospital, e em breve sentados na mesa do café para um último snack (no meu caso, e mais um para o futuro papá) antes da derradeira hora.
09H20 subimos o elevador ao piso 3 – Maternidade. Um nervoso miudinho surgiu… estava quase…

Só que… A Lua tinha mudado e, durante a noite 8 grávidas tinham dado entrada de urgência, sobrelotando a clínica que já estava toda por conta das marcações, acabando por não haver quartos para se fazer o internamento…

Dei comigo na sala de espera, juntamente com outras grávidas, aguardando a nossa vez para CTG e/ou sala de partos… pensei que não demoraria muito e pus-me a adiantar trabalho subindo e descendo as escadas entre o piso 3 e o piso 6… mas, 1h depois ainda marcava posição na sala de espera.

Talvez perto das 11h me tenham chamado para passar a fazer o CTG. O Nuno entrou logo depois para me fazer companhia e não tardou a que se juntassem a nós a minha mãe e a minha tia… Acho que o caos era tão grande que a regra de apenas 1 acompanhante tinha sido abolida. Os 2, 3 ou 4 (porque haviam uns que iam saindo e voltando) na pequena sala debatíamos variadíssimos temas, acabando inúmeras vezes numa risota tal que as sondas quase saltavam da proeminente barriga e, gerando um acréscimo de pulsações no babe.

40/50 mins depois voltava para a sala de espera, juntamente com os meus acompanhantes. Pouco tempo depois aparecia o obstetra, a quem quase caía o queixo quando me encontrou do lado de fora da porta da maternidade. Minutos depois estávamos os dois lá dentro procurando uma sala para observação, e qual não é o meu espanto quando me vejo de novo na pequena sala do CTG. As contracções tinham feito o bebé encaixar e a possibilidade de seguir para parto normal podia ser considerada com mais peso do que a cesariana (uma vez que com as 6 semanas de descanso o bebé tinha voltado a subir). Nessa altura foi feita a indução intra vaginal com ¼ de comprimido de cytotec… agora a coisa ia apertar… e para onde voltei eu?? Txaram… sala de espera!!!
Algum tempo depois as dores aumentavam e a posição “sentadinha no sofazinho” era insuportável…. Mais uma vez a solução foi a já conhecida salinha do CTG.
As horas foram passando, os acompanhantes rendendo-se uns aos outros, uma vez que se iam acumulando lá fora mais membros da família.

16H e qualquer coisa chegou a hora da verdade! Finalmente uma sala de parto para mim! O nervoso miudinho voltou a apertar: as mãos transpiravam e um remoinho no estômago fazia-me tremelicar o lábio… estava quase quase…
Soro a correr, bolsa de águas rebentada, tv ligada na MTV e um quadro que ainda não consegui perceber se era um “sol para iluminar uma nova vida” ou um “alvo para fazer pontaria na hora H”…
2 dedos de dilatação e mais uns minutos de contracções cada vez mais fortes culminaram na administração da anestesia epidural. Fantástico! A partir daqui, apenas o formigueiro me incomodava.
O rodipio de testemunhas ia continuando, agora com mais controlo.
As horas passaram num instante apenas sentindo um moinha na barriga e controlando a intensidade das contracções pela aparelhagem. Tudo o que era receio passou a pertencer ao passado.

Por volta das 19h o médico, que tinha resolvido ir cumprir as marcações ao consultório enquanto o “trânsito” não passava, regressou à clínica. 4 dedos de dilatação, o soro a correr a 100 e uma pequena ajuda técnica e avançávamos a passos largos para o parto propriamente dito.

Perto das 20h estávamos prontos. O anestesista reforçou a dose de anestesia, as enfermeiras transformaram a cama em marquesa de partos, o pediatra e anestesista tomaram as suas posições, o obstetra equipado e o pai da criança na cabeceira da cama.

Não sei quanto tempo durou… garantidamente não foram mais de 10 mins para o ouvir chorar! Empurrando a cada contracção indolor, de peito cheio de ar, senti a pressão no canal aumentar, pensei que fosse o médico a alargar mas não… era o meu filho que estava a nascer, naqueles poucos minutos que durou o momento de expulsão.

20h20m e era mãe, as lágrimas caiam-me dos olhos…era mãe! Tinha dado à luz um menino de olho aberto e olhar atento, de 49cm e 2.940Kg… era o meu Diogo!!! Um menino perfeitinho… era o meu príncipe, aquele por quem tinha ansiado durante quase 9 meses… Ali nos meus braços… o meu tesouro!

Afinal, tinha tido uma hora pequenina!